
Construída alguns anos depois da ferrovia em local previamente ocupado por um acampamento de operários no cruzamento com o caminho do Itupava, foi edificada para residência do engenheiro chefe da linha e depois utilizada como clube de lazer pelos engenheiros da rede até a privatização da linha, quando foi abandonada e rapidamente destruída por vândalos. Nela também viveu o pintor Alfredo Andersen por breves temporadas nas quais registrou magníficas paisagens da serra em suas telas a óleo.
Toda em alvenaria de tijolos sobre um sócolo de pedras, possuía sala de estar com lareira, sala de jantar, cozinha e banheiro no térreo. Três dormitórios e outro banheiro no pavimento superior enquanto no porão ficavam armazenadas algumas ferramentas. Nos fundos, num apêndice construído posteriormente ficava uma sala de jogos e confraternização toda envidraçada ao lado da grande piscina com fundo em declive alimentada de água corrente. A pouca distância fazia ainda parte do conjunto uma pequena estufa construída com trilhos e a residência do caseiro.
Travessia do Rio Ipiranga
A travessia do Rio Ipiranga sempre foi executada pelo vau, como ainda o é, com água acima dos joelhos aproveitando-se de uma larga curva que forma um remanso forrado de seixos, logo abaixo das corredeiras e cachoeiras aproveitadas pela hidroelétrica que abastecia a casa do Ipiranga.
Ruínas da pequena hidroelétrica
A pequena usina hidroelétrica com sua roda d'água aproveitava a força do abrupto desnível do Rio Ipiranga para abastecer de energia a Casa do Ipiranga distante pouco mais de 100 metros.
Junto às ruínas se desfruta o magnífico visual de duas volumosas cachoeiras que formam uma grande piscina na base, sempre usada para um refrescante banho depois de longa caminhada.
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